Metodologia dos indicadores
Clique num indicador para ver como ele é calculado, de onde vêm os dados e o que levar em conta ao usá-los.
Segurança viária
Mortalidade em sinistros de trânsitoQuantas pessoas morrem no trânsito a cada 100 mil habitantes, por tipo de usuário e raça/cor.mortes por 100 mil habitantes↓ Quanto menor, melhor2000 em diante
- Abrangência
- todos os municípios e 9 regiões metropolitanas
- Atualização
- Anual, quando o DATASUS publica o ano definitivo
- Códigos
TX_MORT_*OBITOS_*PERC_MORTE_NEGROS*
O que mede
Quantas pessoas morrem no trânsito para cada 100 mil habitantes, por tipo de usuário. Em linha com a Visão Zero, a meta é chegar a zero morte.
Como é calculado
Recortes
| Recorte | Códigos | Grupos da CID-10 |
|---|---|---|
| Total | TX_MORT_TOT | V01–V89 |
| Pedestres | TX_MORT_PED | V01–V09 |
| Ciclistas | TX_MORT_CICL | V10–V19 |
| Motociclistas | TX_MORT_MOTO | V20–V29 |
| Ocupantes de automóvel | TX_MORT_AUTO | V40–V49 |
| Outros | TX_MORT_OUTROS | V30–V39, V50–V89 |
| Número de óbitos | OBITOS_<tipo> | — |
| % de pessoas negras nas mortes | PERC_MORTE_NEGROS, PERC_MORTE_NEGROS_<tipo> | — |
O percentual de pessoas negras = óbitos de pessoas pretas e pardas ÷ total de óbitos × 100. O total inclui os óbitos com cor ou raça ignorada. Esse recorte não tem polaridade própria: ele deve ser lido junto com a participação de pessoas negras na população da cidade.
Fontes
- Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS): Microdados das declarações de óbito, arquivos definitivos
- População residente (IBGE): Censos, Contagem 2007 e estimativas anuais (SIDRA, tabelas 200, 793, 1378, 4709 e 6579)
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Internações em sinistros de trânsitoQuantas pessoas são internadas pelo SUS por sinistros de trânsito a cada 100 mil habitantes.internações por 100 mil habitantes↓ Quanto menor, melhor2008 em diante
- Abrangência
- todos os municípios e 9 regiões metropolitanas
- Atualização
- Anual, com os 12 meses publicados pelo DATASUS
- Códigos
TX_INTERN_*INTERN_*
O que mede
Quantas internações hospitalares pagas pelo SUS foram causadas por sinistros de trânsito para cada 100 mil habitantes, por tipo de usuário. Complementa a mortalidade: mostra também quem se feriu com gravidade.
Como é calculado
Taxa = internações por sinistros de trânsito ÷ população × 100 mil
- Sinistro de trânsito: causa externa entre V01 e V89 da CID-10.
- Município: o do hospital onde a pessoa foi internada (DATASUS).
- Ano: o de processamento da internação (AIH aprovada, sem as de prorrogação).
- Só entram internações pagas pelo SUS.
Recortes
| Recorte | Códigos | Grupos da CID-10 |
|---|---|---|
| Total | TX_INTERN_TOT | V01–V89 |
| Pedestres | TX_INTERN_PED | V01–V09 |
| Ciclistas | TX_INTERN_CIC | V10–V19 |
| Motociclistas | TX_INTERN_MOTO | V20–V29 |
| Ocupantes de automóvel | TX_INTERN_AUTO | V40–V49 |
| Outros | TX_INTERN_OUTROS | V30–V39, V50–V89 |
| Número de internações | INTERN_<tipo> | — |
Fontes
- Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS — DATASUS): TabNet, morbidade hospitalar por causas externas, por local de internação
- População residente (IBGE): Censos, Contagem 2007 e estimativas anuais (SIDRA, tabelas 200, 793, 1378, 4709 e 6579)
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Acesso ao transporte
População próxima de transporte de média e alta capacidade (PNT)Quanto da população mora a até 1 km a pé de uma estação de metrô, trem, BRT, VLT ou barca.% da população↑ Quanto maior, melhor2018 em diante
- Abrangência
- 27 capitais e 9 regiões metropolitanas
- Atualização
- Anual, com o mapa de TMA do ano
- Códigos
PNTPNT_*
O que mede
O percentual da população que mora a até 1 km a pé, pela rede de ruas, de uma estação ou terminal de transporte de média e alta capacidade. Mostra quanto da cidade é atendida por um transporte rápido e frequente, e quem fica de fora.
Como é calculado
PNT = população a até 1 km a pé de uma estação TMA ÷ população do território × 100
- Estações em operação classificadas como TMA no mapa do ano.
- Área alcançável a pé em 1 km a partir de cada estação (proximidade a pé).
- Cada território usa só as estações que ficam dentro dele: uma estação de Canoas não conta para Porto Alegre.
- A população coberta é somada e dividida pela população total do território.
Capital sem estação TMA no ano tem PNT igual a 0.
Recortes
| Recorte | Códigos | Anos |
|---|---|---|
| Faixas de renda domiciliar per capita | PNT_ATE_1/2, PNT_1/2_1, PNT_1_3, PNT_ACIMA_3 | 2018–2021 |
| Faixas de renda do responsável por morador | PNT_RESP_ATE_1/2 … PNT_RESP_ACIMA_3 | 2022 em diante |
| Mulheres negras | PNT_MULHERES_NEGRAS | todos |
| Mulheres com renda até 1 salário mínimo | PNT_MULHERES_1SM | 2018–2021 |
Nos recortes de renda, quanto mais parecidos os percentuais das faixas, mais equitativa é a distribuição das estações.
Fontes
- Mapa de transporte de média e alta capacidade (ITDP Brasil): Um mapa por ano, com as estações em operação e a classificação TMA
- OpenStreetMap (Geofabrik): Extratos de 1º de janeiro do ano seguinte ao indicador
- Setores censitários (IBGE): Censo 2010 e Censo 2022, pelos pacotes censobr e geobr
- Malha municipal 2022 (IBGE): Limites dos municípios, pelo pacote geobr
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População próxima da infraestrutura cicloviária (PNB)Quanto da população mora a até 300 m a pé de uma ciclovia ou ciclofaixa.% da população↑ Quanto maior, melhor2018 em diante
- Abrangência
- 27 capitais
- Atualização
- Anual, com o OpenStreetMap de 1º de janeiro do ano seguinte
- Códigos
PNBPNB_*PNPBPNPB_*
O que mede
O percentual da população que mora a até 300 m a pé, pela rede de ruas, de uma ciclovia ou ciclofaixa. Mostra quanto da cidade tem acesso fácil a uma via segura para pedalar.
Como é calculado
PNB = população a até 300 m a pé de ciclovia ou ciclofaixa ÷ população da capital × 100
- Ciclovias e ciclofaixas dentro da capital, pelo OpenStreetMap, com a mesma classificação do CicloMapa.
- Pontos a cada 20 m ao longo da infraestrutura.
- Área alcançável a pé em 300 m a partir de cada ponto (proximidade a pé).
- A população coberta é somada e dividida pela população total da capital.
O PNPB é o mesmo cálculo só com ciclovias (vias separadas dos carros), sem as ciclofaixas.
Recortes
| Recorte | Códigos | Anos |
|---|---|---|
| Faixas de renda domiciliar per capita | PNB_ATE_1/2, PNB_1/2_1, PNB_1_3, PNB_ACIMA_3 | 2018–2021 |
| Faixas de renda do responsável por morador | PNB_RESP_ATE_1/2 … PNB_RESP_ACIMA_3 | 2022 em diante |
| Mulheres negras | PNB_MULHERES_NEGRAS | todos |
| Mulheres com renda até 1 salário mínimo | PNB_MULHERES_1SM | 2018–2021 |
| Só ciclovias | PNPB, PNPB_<recorte> | todos |
Nos recortes de renda, quanto mais parecidos os percentuais das faixas, mais equitativa é a distribuição da infraestrutura.
Fontes
- OpenStreetMap (Geofabrik): Extratos de 1º de janeiro do ano seguinte ao indicador
- Setores censitários (IBGE): Censo 2010 e Censo 2022, pelos pacotes censobr e geobr
- Malha municipal 2022 (IBGE): Limites dos municípios, pelo pacote geobr
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Estações de transporte de média e alta capacidade próximas de cicloviasQuantas estações de metrô, trem, BRT, VLT ou barca ficam a até 300 m a pé de uma ciclovia ou ciclofaixa.% das estações↑ Quanto maior, melhor2018 em diante
- Abrangência
- capitais com estação de TMA no ano
- Atualização
- Anual, com o mapa de TMA e o OpenStreetMap
- Códigos
TMA_INFRA_CICLOTMA_ESTACOESTMA_ESTACOES_CICLO
O que mede
O percentual das estações de transporte de média e alta capacidade que ficam perto da infraestrutura cicloviária. Indica se é fácil combinar bicicleta e transporte coletivo na mesma viagem.
Como é calculado
TMA_INFRA_CICLO = estações a até 300 m a pé de ciclovia ou ciclofaixa ÷ estações da capital × 100
- Estações em operação classificadas como TMA no mapa do ano, dentro do limite da capital.
- Uma estação está perto quando fica dentro da área alcançável a pé em 300 m a partir das ciclovias e ciclofaixas, a mesma área usada no PNB (proximidade a pé).
Só entram as capitais com ao menos uma estação de TMA no ano.
Recortes
| Indicador | Código |
|---|---|
| Número de estações de TMA na capital | TMA_ESTACOES |
| Número de estações perto de ciclovia ou ciclofaixa | TMA_ESTACOES_CICLO |
Em capitais com poucas estações, cada estação muda bastante o percentual: vale olhar os números absolutos junto.
Fontes
- Mapa de transporte de média e alta capacidade (ITDP Brasil): Um mapa por ano, com as estações em operação e a classificação TMA
- OpenStreetMap (Geofabrik): Extratos de 1º de janeiro do ano seguinte ao indicador
- Malha municipal 2022 (IBGE): Limites dos municípios, pelo pacote geobr
Conceitos usados: Transporte de média e alta capacidade (TMA) · Proximidade a pé
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Deslocamentos
Tempo de deslocamento casa-trabalhoQuanto tempo as pessoas levam de casa ao trabalho e quantas gastam mais de 1 hora.minutos (tempo médio) e % (mais de 1 hora)↓ Quanto menor, melhor2022
- Abrangência
- todos os municípios e 9 regiões metropolitanas
- Atualização
- Decenal (Censo Demográfico)
- Códigos
TEMPO_MED*PERC_ACIMA_1H*PESSOAS_DESLOC*
O que mede
Quanto tempo as pessoas levam de casa até o trabalho, em média, e quantas gastam mais de 1 hora nesse trajeto. O universo são as pessoas de 10 anos ou mais que trabalham fora de casa e voltam para casa 3 dias ou mais por semana.
Como é calculado
O Censo informa quantas pessoas estão em cada uma de 7 faixas de tempo. Cada faixa vale o seu ponto médio, e a última, aberta, vale o seu início:
| Faixa | Minutos |
|---|---|
| Até 5 min | 2,5 |
| 6 a 15 min | 10,5 |
| Mais de 15 a 30 min | 22,5 |
| Mais de 30 min a 1 h | 45 |
| Mais de 1 h a 2 h | 90 |
| Mais de 2 h a 4 h | 180 |
| Mais de 4 h | 240 |
- Tempo médio = Σ (pessoas da faixa × minutos) ÷ total de pessoas
- Mais de 1 hora = pessoas nas três últimas faixas ÷ total de pessoas × 100
Recortes
| Recorte | Sufixo | Categorias do Censo |
|---|---|---|
| A pé | _A_PE | A pé |
| Bicicleta | _BICI | Bicicleta |
| Transporte coletivo | _TRANSP_COLETIVO | Ônibus, BRT, trem ou metrô, van, embarcação de médio e grande porte, pau de arara |
| Transporte individual motorizado | _TRANSP_IND_MOTO | Automóvel, motocicleta, mototáxi, táxi |
| Outros meios | _OUTROS | Embarcação de pequeno porte, outros |
| Pessoas brancas | _BRANCA | Branca |
| Pessoas negras | _NEGRA | Preta e parda |
O meio de transporte é aquele em que a pessoa passa mais tempo no trajeto. PESSOAS_DESLOC é o número de pessoas na base de cada recorte.
Fontes
- Censo Demográfico 2022 — amostra (IBGE): SIDRA, tabela 10330: tempo habitual de deslocamento para o trabalho
Conceitos usados: Pessoas negras e mulheres negras · Regiões metropolitanas
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Divisão modalComo as viagens se dividem entre a pé, bicicleta, transporte coletivo e transporte individual motorizado.% das viagens· Sem polaridade1996 a 2023, nos anos em que houve pesquisa
- Abrangência
- regiões metropolitanas e capitais com pesquisa origem-destino publicada
- Atualização
- Quando sai uma nova pesquisa origem-destino (sem data fixa)
- Códigos
PERC_A PÉPERC_A PEPERC_BICIPERC_TRANSP_COLETIVOPERC_TRANSP_IND_MOTO
O que mede
A parte das viagens feitas a pé, de bicicleta, de transporte coletivo e de transporte individual motorizado num dia útil. Cada viagem conta uma vez, no seu modo principal.
Como é calculado
Não há base nacional de divisão modal. O MobiliDADOS reúne os números publicados nas pesquisas origem-destino (OD) e nos planos de transporte de cada região metropolitana e capital. O PDF de cada estudo fica guardado junto com a tabela.
Percentual do modo = viagens do modo ÷ total de viagens × 100, como a pesquisa publica.
Modo principal: é o que o próprio estudo define. Em geral é o modo de maior hierarquia (metrô > trem > ônibus > automóvel > moto > bicicleta > a pé) ou o de maior tempo na viagem.
Agrupamento dos modos:
| Grupo | Modos |
|---|---|
| A pé | a pé |
| Bicicleta | bicicleta |
| Transporte coletivo | ônibus (municipal, intermunicipal, executivo), metrô, trem, BRT, VLT, lotação e van, barca, transporte escolar, fretado |
| Transporte individual motorizado | automóvel (condutor e passageiro), táxi, aplicativo, motocicleta, mototáxi |
| Fora dos grupos | caminhão, "outros" e combinações que o estudo não separa |
O que fica fora dos 4 grupos não é redistribuído, então a soma pode ficar um pouco abaixo de 100%.
Ano: é o da pesquisa de campo. Se a coleta atravessa dois anos, vale o ano em que terminou. O ano de publicação do relatório aparece na fonte.
Território: cada valor indica a escala da pesquisa (região metropolitana, capital ou área de estudo). Só se comparam anos da mesma escala.
Casas decimais: 1, como nas fontes. Quando a fonte só publica inteiros, o valor fica inteiro.
Pesquisas usadas
| Local | Escala | Anos | Fonte |
|---|---|---|---|
| Belém | RM | 2000 | PDTU da RM de Belém (2001) |
| Belo Horizonte | RM | 2002, 2012 | OD 2002 e 2012, no diagnóstico do PlanMob-BH (2014) |
| Curitiba | capital | 2017 | OD 2017, "Distribuição modal" (IPPUC) |
| Distrito Federal | DF e Entorno imediato | 2009 | PDTU do DF e Entorno (dados preliminares) |
| Distrito Federal | DF | 2016 | Pesquisa de Mobilidade Urbana 2016, no PDTT/DF (Metrô-DF, 2018) |
| Fortaleza | RM | 1996 | OD 1996, no PTU da RM de Fortaleza |
| Fortaleza | capital | 2019 | OD domiciliar 2019 |
| Recife | RM | 1997 | OD 1997 |
| Recife | RM | 2018 | OD 2018 (ICPS), só viagens a trabalho |
| Recife | capital | 2022 | OD Recife 2021-2022 (CTTU) |
| Rio de Janeiro | RM | 2003, 2012 | OD 2002-2003 e 2012, no PDTU da RM do Rio |
| Salvador | RM | 2012 | OD 2012 |
| São Paulo | RM | 1997, 2007, 2012, 2017, 2023 | OD do Metrô (2012: Pesquisa de Mobilidade) |
Limitações
- As pesquisas têm métodos, datas e territórios diferentes. Por isso, a comparação entre cidades é aproximada.
- Recife 2018 e 2022 usam questionário online, e não a entrevista em domicílio. A de 2018 cobre só as viagens a trabalho. A de 2022 foi feita durante a pandemia e reúne em "outros" 8,3% das viagens (aplicativo, táxi, mototáxi, fretado, escolar e bicicleta com ônibus). Nenhuma das duas é comparável com a pesquisa domiciliar de 1997.
- DF 2009: a fonte só informa o total não motorizado (28%), sem separar a pé e bicicleta.
- Cada pesquisa define a viagem a pé de um jeito. Em Salvador 2012, por exemplo, a caminhada só conta se for a trabalho ou escola, ou se passar de 500 m. Pesquisas que excluem as caminhadas curtas mostram uma parte a pé menor.
Fontes
- Pesquisas origem-destino e planos de transporte (curadoria MobiliDADOS): Números publicados pelas pesquisas OD e PDTUs de cada RM e capital, com o PDF de cada estudo
Conceitos usados: Regiões metropolitanas
Motorização e meio ambiente
Taxa de motorizaçãoQuantos carros e motos estão registrados para cada mil habitantes.veículos por mil habitantes↓ Quanto menor, melhor2001 em diante
- Abrangência
- todos os municípios e 9 regiões metropolitanas
- Atualização
- Anual, com a frota de dezembro
- Códigos
TX_MOTOTX_AUTOMOVELTX_MOTOCICLETAFROTA_*
O que mede
Quantos veículos motorizados individuais (carros e motos) estão registrados no município para cada mil habitantes. Indica a dependência do transporte individual e a pressão sobre as ruas e o meio ambiente.
Como é calculado
TX_MOTO = frota de veículos individuais ÷ população × 1.000
- Frota: automóvel, caminhonete, camioneta, utilitário, motocicleta e motoneta registrados no município em dezembro do ano.
- População do IBGE no mesmo ano.
Recortes
| Recorte | Código | Veículos |
|---|---|---|
| Automóveis | TX_AUTOMOVEL | Automóvel, caminhonete, camioneta e utilitário |
| Motocicletas | TX_MOTOCICLETA | Motocicleta e motoneta |
| Frota total e por tipo | FROTA_TOT, FROTA_<tipo> | Número de veículos |
A frota é a registrada no endereço do proprietário, não a que circula na cidade.
Fontes
- Frota de veículos (SENATRAN): Frota por município e tipo de veículo, posição de dezembro
- População residente (IBGE): Censos, Contagem 2007 e estimativas anuais (SIDRA, tabelas 200, 793, 1378, 4709 e 6579)
Conceitos usados: População · Regiões metropolitanas
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Emissões por habitanteQuanto CO₂ e material particulado o combustível vendido na cidade emite por habitante.kg de CO₂ e g de material particulado por habitante↓ Quanto menor, melhor2007–2019
- Abrangência
- 27 capitais e 9 regiões metropolitanas
- Atualização
- Anual (cálculo ainda não renovado)
- Códigos
kgCO2/habgMP/hab
O que mede
As emissões de dióxido de carbono (CO₂), que aquece o clima, e de material particulado (MP), que prejudica a saúde, vindas da queima da gasolina, do etanol e do diesel vendidos no município, por habitante.
Como é calculado
Emissões = Σ (venda do combustível × fator de emissão do combustível) ÷ população
- Combustíveis: gasolina, etanol e diesel, pela venda registrada na ANP.
- Fatores de emissão e método de cálculo do IEMA.
- É uma estimativa simplificada: o fator depende só do combustível, sem considerar a idade e o tipo dos veículos. O combustível vendido na cidade não é, necessariamente, o consumido nela.
Recortes
| Indicador | Código |
|---|---|
| Emissões de CO₂ por habitante | kgCO2/hab |
| Emissões de material particulado por habitante | gMP/hab |
Fontes
- Vendas de combustíveis (ANP): Vendas de gasolina, etanol e diesel por município
- Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA): Fatores de emissão e método de cálculo
- População residente (IBGE): Censos, Contagem 2007 e estimativas anuais (SIDRA, tabelas 200, 793, 1378, 4709 e 6579)
Conceitos usados: População · Regiões metropolitanas
Custo
Peso da tarifa no salário mínimoQuanto do salário mínimo vai para pagar 50 passagens de ônibus por mês.% do salário mínimo↓ Quanto menor, melhor2018 em diante
- Abrangência
- 27 capitais
- Atualização
- Anual, em 1º de janeiro, com o ano anterior completo
- Códigos
TARIFAxSM
O que mede
Quanto do salário mínimo uma pessoa gasta com transporte coletivo se fizer 50 viagens de ônibus por mês (ida e volta em 25 dias). Mostra o peso da tarifa no orçamento de quem ganha menos.
Como é calculado
TARIFAxSM = tarifa × 50 ÷ salário mínimo × 100
O valor do ano é a média de todos os dias do ano: um reajuste em julho pesa metade do ano, e o salário mínimo que muda no meio do ano também entra pelos dias em que valeu.
Qual tarifa:
- a paga pelo usuário nas linhas principais do ônibus municipal (em Vitória, o Transcol);
- entre dinheiro e cartão, a mais barata;
- com tarifas por faixa de distância, a média delas (Brasília);
- sem descontos (domingo, horário), linhas executivas ou sociais;
- gratuidade temporária não conta como tarifa zero: vale a tarifa paga antes dela.
Não há base nacional de tarifas. O MobiliDADOS mantém uma tabela com cada mudança de tarifa nas capitais desde 2018, com a data, o valor e a fonte (diário oficial, prefeitura, operador ou notícia).
Fontes
- Tabela de tarifas das capitais (MobiliDADOS): Cada mudança de tarifa desde 2018, com data, valor e fonte
- Salário mínimo (Ipeadata): Série mensal MTE12_SALMIN12
Calçadas e acessibilidade
Calçadas e rampas no entorno dos domicíliosQuantos domicílios têm calçada e rampa para cadeira de rodas na rua em frente.% dos domicílios↑ Quanto maior, melhor2010
- Abrangência
- 27 capitais e 9 regiões metropolitanas
- Atualização
- Decenal (Censo Demográfico; cálculo ainda não renovado)
- Códigos
PERC_CALÇADASPERC_RAMPAS
O que mede
O percentual dos domicílios que têm calçada e rampa para cadeira de rodas no entorno, segundo o levantamento das ruas feito pelo Censo. Mostra se a infraestrutura básica para caminhar existe, mas não a sua qualidade, largura ou conservação.
Como é calculado
Percentual = domicílios com a característica no entorno ÷ total de domicílios × 100
O valor é lido diretamente do Censo 2010, considerando os domicílios particulares permanentes em áreas urbanas com ordenamento regular.
Recortes
| Indicador | Código |
|---|---|
| Domicílios com calçada no entorno | PERC_CALÇADAS |
| Domicílios com rampa para cadeirante no entorno | PERC_RAMPAS |
Fontes
- Censo Demográfico 2010 — entorno dos domicílios (IBGE): SIDRA, tabela 3359: características do entorno dos domicílios
Conceitos usados: Regiões metropolitanas
População
PopulaçãoQuantas pessoas moram em cada município e região metropolitana, ano a ano.habitantes· Sem polaridade2000 em diante
- Abrangência
- todos os municípios e 9 regiões metropolitanas
- Atualização
- Anual, quando o IBGE publica a estimativa
- Códigos
POP
O que mede
A população residente de cada município e região metropolitana. É a base de todos os indicadores por habitante (mortalidade, internações, motorização, emissões).
Como é calculado
Para cada ano, o valor publicado pelo IBGE:
| Ano | Fonte |
|---|---|
| 2000, 2010 e 2022 | Censo Demográfico |
| 2007 | Contagem da População |
| 2023 | Sem estimativa do IBGE: média de 2022 e 2024 |
| Demais anos | Estimativas anuais da população |
As regiões metropolitanas somam a população dos seus municípios. Município que ainda não existia no ano fica sem valor.
Entre 2021 e 2022 há quebra de série: as estimativas da década de 2010 superestimaram a população de muitos municípios, e o Censo 2022 corrigiu isso.
Fontes
- População residente (IBGE): Censos, Contagem 2007 e estimativas anuais (SIDRA, tabelas 200, 793, 1378, 4709 e 6579)
Conceitos usados: Regiões metropolitanas
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Conceitos comuns a vários indicadores
Regiões metropolitanas
O MobiliDADOS acompanha 9 regiões metropolitanas: Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e a RIDE do Distrito Federal e Entorno. Todas usam a composição de 2021 do IBGE em todos os anos, para que a série compare sempre o mesmo território. O valor da RM é calculado somando os números dos municípios (óbitos, pessoas, população) antes de dividir, e não fazendo a média dos percentuais dos municípios.
População
Os indicadores por habitante usam a população residente do IBGE: Censos de 2000, 2010 e 2022, Contagem de 2007 e estimativas anuais nos demais anos. Em 2023, sem estimativa do IBGE, vale a média de 2022 e 2024. Entre 2021 e 2022 há quebra de série: as estimativas da década de 2010 superestimaram a população de muitos municípios, e o Censo 2022 corrigiu isso.
Transporte de média e alta capacidade (TMA)
Sistemas de transporte coletivo com capacidade e qualidade acima do ônibus comum, segundo o mapa anual de TMA do ITDP Brasil:
- BRT, VLT, monotrilho e aeromóvel: contam quando atingem o nível Básico do Padrão de Qualidade BRT (edição 2024): ao menos 3 km de faixas exclusivas e 20 de 35 pontos nos cinco elementos (segregação, alinhamento, cobrança fora do veículo, interseções e embarque em nível).
- Metrô, trem e barca: contam quando operam numa área urbana contínua, com estações a menos de 5 km umas das outras, intervalo médio de até 20 minutos nos dois sentidos das 6h às 22h em dia útil e cobrança fora das composições.
Faixas e corredores de ônibus convencionais, vans e táxis não são TMA. Vale o mapa de cada ano: só entram as estações em operação naquele ano.
Proximidade a pé
Os indicadores de proximidade (PNT, PNB, Estações TMA × ciclovias) medem a distância a pé pela rede de ruas, e não em linha reta. Para cada estação ou trecho de ciclovia, o OpenTripPlanner calcula a área alcançável caminhando até a distância do indicador (a isócrona). A rede de ruas vem do OpenStreetMap de 1º de janeiro do ano seguinte ao indicador, para retratar a cidade como estava no fim daquele ano.
A população dos setores censitários é redistribuída em hexágonos de cerca de 0,1 km² (grade H3, resolução 9). Cada hexágono conta na proporção da sua área coberta pelas isócronas.
Censo usado nos indicadores geográficos
A população por setor censitário vem do Censo 2010 até o indicador de 2021 e do Censo 2022 a partir do indicador de 2022. A troca de Censo cria uma quebra de série entre 2021 e 2022: parte da mudança nesses anos vem da nova contagem da população, e não de obras.
Faixas de renda
Até 2021 (Censo 2010), os recortes de renda usam a renda domiciliar per capita em salários mínimos: até ½, de ½ a 1, de 1 a 3 e acima de 3. O Censo 2022 não publica essa variável por setor; a partir de 2022 os recortes usam a renda do responsável pelo domicílio por morador, nas mesmas faixas. As duas séries não são comparáveis e por isso têm códigos diferentes (_RESP_ a partir de 2022).
Pessoas negras e mulheres negras
Seguindo o IBGE, pessoas negras são as que se declaram de cor ou raça preta ou parda. Mulheres negras são as mulheres pretas e pardas.
Dados do DATASUS
Mortes e internações vêm dos sistemas do Ministério da Saúde (SIM e SIH/DATASUS) e contam o município de ocorrência, não o de residência. Cidades com hospitais de referência ou rodovias movimentadas concentram casos de pessoas de fora. Os dados têm subnotificação e erros de codificação da causa, que variam entre cidades.