Metodologia dos indicadores

Clique num indicador para ver como ele é calculado, de onde vêm os dados e o que levar em conta ao usá-los.

Segurança viária

Mortalidade em sinistros de trânsitoQuantas pessoas morrem no trânsito a cada 100 mil habitantes, por tipo de usuário e raça/cor.mortes por 100 mil habitantes↓ Quanto menor, melhor2000 em diante
Abrangência
todos os municípios e 9 regiões metropolitanas
Atualização
Anual, quando o DATASUS publica o ano definitivo
Códigos
TX_MORT_*OBITOS_*PERC_MORTE_NEGROS*

O que mede

Quantas pessoas morrem no trânsito para cada 100 mil habitantes, por tipo de usuário. Em linha com a Visão Zero, a meta é chegar a zero morte.

Como é calculado

Taxa = óbitos em sinistros de trânsito ÷ população × 100 mil

  • Sinistro de trânsito: causa básica do óbito entre V01 e V89 da CID-10 (acidentes de transporte terrestre).
  • Município: o de ocorrência do óbito (DATASUS).
  • População do IBGE no mesmo ano.
Recortes
RecorteCódigosGrupos da CID-10
TotalTX_MORT_TOTV01–V89
PedestresTX_MORT_PEDV01–V09
CiclistasTX_MORT_CICLV10–V19
MotociclistasTX_MORT_MOTOV20–V29
Ocupantes de automóvelTX_MORT_AUTOV40–V49
OutrosTX_MORT_OUTROSV30–V39, V50–V89
Número de óbitosOBITOS_<tipo>—
% de pessoas negras nas mortesPERC_MORTE_NEGROS, PERC_MORTE_NEGROS_<tipo>—

O percentual de pessoas negras = óbitos de pessoas pretas e pardas ÷ total de óbitos × 100. O total inclui os óbitos com cor ou raça ignorada. Esse recorte não tem polaridade própria: ele deve ser lido junto com a participação de pessoas negras na população da cidade.

Fontes

Conceitos usados: Dados do DATASUS · População · Pessoas negras e mulheres negras · Regiões metropolitanas
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Internações em sinistros de trânsitoQuantas pessoas são internadas pelo SUS por sinistros de trânsito a cada 100 mil habitantes.internações por 100 mil habitantes↓ Quanto menor, melhor2008 em diante
Abrangência
todos os municípios e 9 regiões metropolitanas
Atualização
Anual, com os 12 meses publicados pelo DATASUS
Códigos
TX_INTERN_*INTERN_*

O que mede

Quantas internações hospitalares pagas pelo SUS foram causadas por sinistros de trânsito para cada 100 mil habitantes, por tipo de usuário. Complementa a mortalidade: mostra também quem se feriu com gravidade.

Como é calculado

Taxa = internações por sinistros de trânsito ÷ população × 100 mil

  • Sinistro de trânsito: causa externa entre V01 e V89 da CID-10.
  • Município: o do hospital onde a pessoa foi internada (DATASUS).
  • Ano: o de processamento da internação (AIH aprovada, sem as de prorrogação).
  • Só entram internações pagas pelo SUS.
Recortes
RecorteCódigosGrupos da CID-10
TotalTX_INTERN_TOTV01–V89
PedestresTX_INTERN_PEDV01–V09
CiclistasTX_INTERN_CICV10–V19
MotociclistasTX_INTERN_MOTOV20–V29
Ocupantes de automóvelTX_INTERN_AUTOV40–V49
OutrosTX_INTERN_OUTROSV30–V39, V50–V89
Número de internaçõesINTERN_<tipo>—
Fontes

Conceitos usados: Dados do DATASUS · População · Regiões metropolitanas
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Acesso ao transporte

População próxima de transporte de média e alta capacidade (PNT)Quanto da população mora a até 1 km a pé de uma estação de metrô, trem, BRT, VLT ou barca.% da população↑ Quanto maior, melhor2018 em diante
Abrangência
27 capitais e 9 regiões metropolitanas
Atualização
Anual, com o mapa de TMA do ano
Códigos
PNTPNT_*

O que mede

O percentual da população que mora a até 1 km a pé, pela rede de ruas, de uma estação ou terminal de transporte de média e alta capacidade. Mostra quanto da cidade é atendida por um transporte rápido e frequente, e quem fica de fora.

Como é calculado

PNT = população a até 1 km a pé de uma estação TMA ÷ população do território × 100

  1. Estações em operação classificadas como TMA no mapa do ano.
  2. Área alcançável a pé em 1 km a partir de cada estação (proximidade a pé).
  3. Cada território usa só as estações que ficam dentro dele: uma estação de Canoas não conta para Porto Alegre.
  4. A população coberta é somada e dividida pela população total do território.

Capital sem estação TMA no ano tem PNT igual a 0.

Recortes
RecorteCódigosAnos
Faixas de renda domiciliar per capitaPNT_ATE_1/2, PNT_1/2_1, PNT_1_3, PNT_ACIMA_32018–2021
Faixas de renda do responsável por moradorPNT_RESP_ATE_1/2 … PNT_RESP_ACIMA_32022 em diante
Mulheres negrasPNT_MULHERES_NEGRAStodos
Mulheres com renda até 1 salário mínimoPNT_MULHERES_1SM2018–2021

Nos recortes de renda, quanto mais parecidos os percentuais das faixas, mais equitativa é a distribuição das estações.

Fontes

Conceitos usados: Transporte de média e alta capacidade (TMA) · Proximidade a pé · Censo usado nos indicadores geográficos · Faixas de renda · Pessoas negras e mulheres negras · Regiões metropolitanas
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População próxima da infraestrutura cicloviária (PNB)Quanto da população mora a até 300 m a pé de uma ciclovia ou ciclofaixa.% da população↑ Quanto maior, melhor2018 em diante
Abrangência
27 capitais
Atualização
Anual, com o OpenStreetMap de 1º de janeiro do ano seguinte
Códigos
PNBPNB_*PNPBPNPB_*

O que mede

O percentual da população que mora a até 300 m a pé, pela rede de ruas, de uma ciclovia ou ciclofaixa. Mostra quanto da cidade tem acesso fácil a uma via segura para pedalar.

Como é calculado

PNB = população a até 300 m a pé de ciclovia ou ciclofaixa ÷ população da capital × 100

  1. Ciclovias e ciclofaixas dentro da capital, pelo OpenStreetMap, com a mesma classificação do CicloMapa.
  2. Pontos a cada 20 m ao longo da infraestrutura.
  3. Área alcançável a pé em 300 m a partir de cada ponto (proximidade a pé).
  4. A população coberta é somada e dividida pela população total da capital.

O PNPB é o mesmo cálculo só com ciclovias (vias separadas dos carros), sem as ciclofaixas.

Recortes
RecorteCódigosAnos
Faixas de renda domiciliar per capitaPNB_ATE_1/2, PNB_1/2_1, PNB_1_3, PNB_ACIMA_32018–2021
Faixas de renda do responsável por moradorPNB_RESP_ATE_1/2 … PNB_RESP_ACIMA_32022 em diante
Mulheres negrasPNB_MULHERES_NEGRAStodos
Mulheres com renda até 1 salário mínimoPNB_MULHERES_1SM2018–2021
Só cicloviasPNPB, PNPB_<recorte>todos

Nos recortes de renda, quanto mais parecidos os percentuais das faixas, mais equitativa é a distribuição da infraestrutura.

Fontes

Conceitos usados: Proximidade a pé · Censo usado nos indicadores geográficos · Faixas de renda · Pessoas negras e mulheres negras
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Estações de transporte de média e alta capacidade próximas de cicloviasQuantas estações de metrô, trem, BRT, VLT ou barca ficam a até 300 m a pé de uma ciclovia ou ciclofaixa.% das estações↑ Quanto maior, melhor2018 em diante
Abrangência
capitais com estação de TMA no ano
Atualização
Anual, com o mapa de TMA e o OpenStreetMap
Códigos
TMA_INFRA_CICLOTMA_ESTACOESTMA_ESTACOES_CICLO

O que mede

O percentual das estações de transporte de média e alta capacidade que ficam perto da infraestrutura cicloviária. Indica se é fácil combinar bicicleta e transporte coletivo na mesma viagem.

Como é calculado

TMA_INFRA_CICLO = estações a até 300 m a pé de ciclovia ou ciclofaixa ÷ estações da capital × 100

  1. Estações em operação classificadas como TMA no mapa do ano, dentro do limite da capital.
  2. Uma estação está perto quando fica dentro da área alcançável a pé em 300 m a partir das ciclovias e ciclofaixas, a mesma área usada no PNB (proximidade a pé).

Só entram as capitais com ao menos uma estação de TMA no ano.

Recortes
IndicadorCódigo
Número de estações de TMA na capitalTMA_ESTACOES
Número de estações perto de ciclovia ou ciclofaixaTMA_ESTACOES_CICLO

Em capitais com poucas estações, cada estação muda bastante o percentual: vale olhar os números absolutos junto.

Fontes

Conceitos usados: Transporte de média e alta capacidade (TMA) · Proximidade a pé
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Deslocamentos

Tempo de deslocamento casa-trabalhoQuanto tempo as pessoas levam de casa ao trabalho e quantas gastam mais de 1 hora.minutos (tempo médio) e % (mais de 1 hora)↓ Quanto menor, melhor2022
Abrangência
todos os municípios e 9 regiões metropolitanas
Atualização
Decenal (Censo Demográfico)
Códigos
TEMPO_MED*PERC_ACIMA_1H*PESSOAS_DESLOC*

O que mede

Quanto tempo as pessoas levam de casa até o trabalho, em média, e quantas gastam mais de 1 hora nesse trajeto. O universo são as pessoas de 10 anos ou mais que trabalham fora de casa e voltam para casa 3 dias ou mais por semana.

Como é calculado

O Censo informa quantas pessoas estão em cada uma de 7 faixas de tempo. Cada faixa vale o seu ponto médio, e a última, aberta, vale o seu início:

FaixaMinutos
Até 5 min2,5
6 a 15 min10,5
Mais de 15 a 30 min22,5
Mais de 30 min a 1 h45
Mais de 1 h a 2 h90
Mais de 2 h a 4 h180
Mais de 4 h240
  • Tempo médio = Σ (pessoas da faixa × minutos) ÷ total de pessoas
  • Mais de 1 hora = pessoas nas três últimas faixas ÷ total de pessoas × 100
Recortes
RecorteSufixoCategorias do Censo
A pé_A_PEA pé
Bicicleta_BICIBicicleta
Transporte coletivo_TRANSP_COLETIVOÔnibus, BRT, trem ou metrô, van, embarcação de médio e grande porte, pau de arara
Transporte individual motorizado_TRANSP_IND_MOTOAutomóvel, motocicleta, mototáxi, táxi
Outros meios_OUTROSEmbarcação de pequeno porte, outros
Pessoas brancas_BRANCABranca
Pessoas negras_NEGRAPreta e parda

O meio de transporte é aquele em que a pessoa passa mais tempo no trajeto. PESSOAS_DESLOC é o número de pessoas na base de cada recorte.

Fontes

Conceitos usados: Pessoas negras e mulheres negras · Regiões metropolitanas
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Divisão modalComo as viagens se dividem entre a pé, bicicleta, transporte coletivo e transporte individual motorizado.% das viagens· Sem polaridade1996 a 2023, nos anos em que houve pesquisa
Abrangência
regiões metropolitanas e capitais com pesquisa origem-destino publicada
Atualização
Quando sai uma nova pesquisa origem-destino (sem data fixa)
Códigos
PERC_A PÉPERC_A PEPERC_BICIPERC_TRANSP_COLETIVOPERC_TRANSP_IND_MOTO

O que mede

A parte das viagens feitas a pé, de bicicleta, de transporte coletivo e de transporte individual motorizado num dia útil. Cada viagem conta uma vez, no seu modo principal.

Como é calculado

Não há base nacional de divisão modal. O MobiliDADOS reúne os números publicados nas pesquisas origem-destino (OD) e nos planos de transporte de cada região metropolitana e capital. O PDF de cada estudo fica guardado junto com a tabela.

Percentual do modo = viagens do modo ÷ total de viagens × 100, como a pesquisa publica.

Modo principal: é o que o próprio estudo define. Em geral é o modo de maior hierarquia (metrô > trem > ônibus > automóvel > moto > bicicleta > a pé) ou o de maior tempo na viagem.

Agrupamento dos modos:

GrupoModos
A péa pé
Bicicletabicicleta
Transporte coletivoônibus (municipal, intermunicipal, executivo), metrô, trem, BRT, VLT, lotação e van, barca, transporte escolar, fretado
Transporte individual motorizadoautomóvel (condutor e passageiro), táxi, aplicativo, motocicleta, mototáxi
Fora dos gruposcaminhão, "outros" e combinações que o estudo não separa

O que fica fora dos 4 grupos não é redistribuído, então a soma pode ficar um pouco abaixo de 100%.

Ano: é o da pesquisa de campo. Se a coleta atravessa dois anos, vale o ano em que terminou. O ano de publicação do relatório aparece na fonte.

Território: cada valor indica a escala da pesquisa (região metropolitana, capital ou área de estudo). Só se comparam anos da mesma escala.

Casas decimais: 1, como nas fontes. Quando a fonte só publica inteiros, o valor fica inteiro.

Pesquisas usadas
LocalEscalaAnosFonte
BelémRM2000PDTU da RM de Belém (2001)
Belo HorizonteRM2002, 2012OD 2002 e 2012, no diagnóstico do PlanMob-BH (2014)
Curitibacapital2017OD 2017, "Distribuição modal" (IPPUC)
Distrito FederalDF e Entorno imediato2009PDTU do DF e Entorno (dados preliminares)
Distrito FederalDF2016Pesquisa de Mobilidade Urbana 2016, no PDTT/DF (Metrô-DF, 2018)
FortalezaRM1996OD 1996, no PTU da RM de Fortaleza
Fortalezacapital2019OD domiciliar 2019
RecifeRM1997OD 1997
RecifeRM2018OD 2018 (ICPS), só viagens a trabalho
Recifecapital2022OD Recife 2021-2022 (CTTU)
Rio de JaneiroRM2003, 2012OD 2002-2003 e 2012, no PDTU da RM do Rio
SalvadorRM2012OD 2012
São PauloRM1997, 2007, 2012, 2017, 2023OD do Metrô (2012: Pesquisa de Mobilidade)
Limitações
  • As pesquisas têm métodos, datas e territórios diferentes. Por isso, a comparação entre cidades é aproximada.
  • Recife 2018 e 2022 usam questionário online, e não a entrevista em domicílio. A de 2018 cobre só as viagens a trabalho. A de 2022 foi feita durante a pandemia e reúne em "outros" 8,3% das viagens (aplicativo, táxi, mototáxi, fretado, escolar e bicicleta com ônibus). Nenhuma das duas é comparável com a pesquisa domiciliar de 1997.
  • DF 2009: a fonte só informa o total não motorizado (28%), sem separar a pé e bicicleta.
  • Cada pesquisa define a viagem a pé de um jeito. Em Salvador 2012, por exemplo, a caminhada só conta se for a trabalho ou escola, ou se passar de 500 m. Pesquisas que excluem as caminhadas curtas mostram uma parte a pé menor.
Fontes

Conceitos usados: Regiões metropolitanas

Motorização e meio ambiente

Taxa de motorizaçãoQuantos carros e motos estão registrados para cada mil habitantes.veículos por mil habitantes↓ Quanto menor, melhor2001 em diante
Abrangência
todos os municípios e 9 regiões metropolitanas
Atualização
Anual, com a frota de dezembro
Códigos
TX_MOTOTX_AUTOMOVELTX_MOTOCICLETAFROTA_*

O que mede

Quantos veículos motorizados individuais (carros e motos) estão registrados no município para cada mil habitantes. Indica a dependência do transporte individual e a pressão sobre as ruas e o meio ambiente.

Como é calculado

TX_MOTO = frota de veículos individuais ÷ população × 1.000

  • Frota: automóvel, caminhonete, camioneta, utilitário, motocicleta e motoneta registrados no município em dezembro do ano.
  • População do IBGE no mesmo ano.
Recortes
RecorteCódigoVeículos
AutomóveisTX_AUTOMOVELAutomóvel, caminhonete, camioneta e utilitário
MotocicletasTX_MOTOCICLETAMotocicleta e motoneta
Frota total e por tipoFROTA_TOT, FROTA_<tipo>Número de veículos

A frota é a registrada no endereço do proprietário, não a que circula na cidade.

Fontes

Conceitos usados: População · Regiões metropolitanas
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Emissões por habitanteQuanto CO₂ e material particulado o combustível vendido na cidade emite por habitante.kg de CO₂ e g de material particulado por habitante↓ Quanto menor, melhor2007–2019
Abrangência
27 capitais e 9 regiões metropolitanas
Atualização
Anual (cálculo ainda não renovado)
Códigos
kgCO2/habgMP/hab

O que mede

As emissões de dióxido de carbono (CO₂), que aquece o clima, e de material particulado (MP), que prejudica a saúde, vindas da queima da gasolina, do etanol e do diesel vendidos no município, por habitante.

Como é calculado

Emissões = Σ (venda do combustível × fator de emissão do combustível) ÷ população

  • Combustíveis: gasolina, etanol e diesel, pela venda registrada na ANP.
  • Fatores de emissão e método de cálculo do IEMA.
  • É uma estimativa simplificada: o fator depende só do combustível, sem considerar a idade e o tipo dos veículos. O combustível vendido na cidade não é, necessariamente, o consumido nela.
Recortes
IndicadorCódigo
Emissões de CO₂ por habitantekgCO2/hab
Emissões de material particulado por habitantegMP/hab
Fontes

Conceitos usados: População · Regiões metropolitanas

Custo

Peso da tarifa no salário mínimoQuanto do salário mínimo vai para pagar 50 passagens de ônibus por mês.% do salário mínimo↓ Quanto menor, melhor2018 em diante
Abrangência
27 capitais
Atualização
Anual, em 1º de janeiro, com o ano anterior completo
Códigos
TARIFAxSM

O que mede

Quanto do salário mínimo uma pessoa gasta com transporte coletivo se fizer 50 viagens de ônibus por mês (ida e volta em 25 dias). Mostra o peso da tarifa no orçamento de quem ganha menos.

Como é calculado

TARIFAxSM = tarifa × 50 ÷ salário mínimo × 100

O valor do ano é a média de todos os dias do ano: um reajuste em julho pesa metade do ano, e o salário mínimo que muda no meio do ano também entra pelos dias em que valeu.

Qual tarifa:

  • a paga pelo usuário nas linhas principais do ônibus municipal (em Vitória, o Transcol);
  • entre dinheiro e cartão, a mais barata;
  • com tarifas por faixa de distância, a média delas (Brasília);
  • sem descontos (domingo, horário), linhas executivas ou sociais;
  • gratuidade temporária não conta como tarifa zero: vale a tarifa paga antes dela.

Não há base nacional de tarifas. O MobiliDADOS mantém uma tabela com cada mudança de tarifa nas capitais desde 2018, com a data, o valor e a fonte (diário oficial, prefeitura, operador ou notícia).

Fontes

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Calçadas e acessibilidade

Calçadas e rampas no entorno dos domicíliosQuantos domicílios têm calçada e rampa para cadeira de rodas na rua em frente.% dos domicílios↑ Quanto maior, melhor2010
Abrangência
27 capitais e 9 regiões metropolitanas
Atualização
Decenal (Censo Demográfico; cálculo ainda não renovado)
Códigos
PERC_CALÇADASPERC_RAMPAS

O que mede

O percentual dos domicílios que têm calçada e rampa para cadeira de rodas no entorno, segundo o levantamento das ruas feito pelo Censo. Mostra se a infraestrutura básica para caminhar existe, mas não a sua qualidade, largura ou conservação.

Como é calculado

Percentual = domicílios com a característica no entorno ÷ total de domicílios × 100

O valor é lido diretamente do Censo 2010, considerando os domicílios particulares permanentes em áreas urbanas com ordenamento regular.

Recortes
IndicadorCódigo
Domicílios com calçada no entornoPERC_CALÇADAS
Domicílios com rampa para cadeirante no entornoPERC_RAMPAS
Fontes

Conceitos usados: Regiões metropolitanas

População

PopulaçãoQuantas pessoas moram em cada município e região metropolitana, ano a ano.habitantes· Sem polaridade2000 em diante
Abrangência
todos os municípios e 9 regiões metropolitanas
Atualização
Anual, quando o IBGE publica a estimativa
Códigos
POP

O que mede

A população residente de cada município e região metropolitana. É a base de todos os indicadores por habitante (mortalidade, internações, motorização, emissões).

Como é calculado

Para cada ano, o valor publicado pelo IBGE:

AnoFonte
2000, 2010 e 2022Censo Demográfico
2007Contagem da População
2023Sem estimativa do IBGE: média de 2022 e 2024
Demais anosEstimativas anuais da população

As regiões metropolitanas somam a população dos seus municípios. Município que ainda não existia no ano fica sem valor.

Entre 2021 e 2022 há quebra de série: as estimativas da década de 2010 superestimaram a população de muitos municípios, e o Censo 2022 corrigiu isso.

Fontes

Conceitos usados: Regiões metropolitanas
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Conceitos comuns a vários indicadores

Regiões metropolitanas

O MobiliDADOS acompanha 9 regiões metropolitanas: Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e a RIDE do Distrito Federal e Entorno. Todas usam a composição de 2021 do IBGE em todos os anos, para que a série compare sempre o mesmo território. O valor da RM é calculado somando os números dos municípios (óbitos, pessoas, população) antes de dividir, e não fazendo a média dos percentuais dos municípios.

População

Os indicadores por habitante usam a população residente do IBGE: Censos de 2000, 2010 e 2022, Contagem de 2007 e estimativas anuais nos demais anos. Em 2023, sem estimativa do IBGE, vale a média de 2022 e 2024. Entre 2021 e 2022 há quebra de série: as estimativas da década de 2010 superestimaram a população de muitos municípios, e o Censo 2022 corrigiu isso.

Transporte de média e alta capacidade (TMA)

Sistemas de transporte coletivo com capacidade e qualidade acima do ônibus comum, segundo o mapa anual de TMA do ITDP Brasil:

  • BRT, VLT, monotrilho e aeromóvel: contam quando atingem o nível Básico do Padrão de Qualidade BRT (edição 2024): ao menos 3 km de faixas exclusivas e 20 de 35 pontos nos cinco elementos (segregação, alinhamento, cobrança fora do veículo, interseções e embarque em nível).
  • Metrô, trem e barca: contam quando operam numa área urbana contínua, com estações a menos de 5 km umas das outras, intervalo médio de até 20 minutos nos dois sentidos das 6h às 22h em dia útil e cobrança fora das composições.

Faixas e corredores de ônibus convencionais, vans e táxis não são TMA. Vale o mapa de cada ano: só entram as estações em operação naquele ano.

Proximidade a pé

Os indicadores de proximidade (PNT, PNB, Estações TMA × ciclovias) medem a distância a pé pela rede de ruas, e não em linha reta. Para cada estação ou trecho de ciclovia, o OpenTripPlanner calcula a área alcançável caminhando até a distância do indicador (a isócrona). A rede de ruas vem do OpenStreetMap de 1º de janeiro do ano seguinte ao indicador, para retratar a cidade como estava no fim daquele ano.

A população dos setores censitários é redistribuída em hexágonos de cerca de 0,1 km² (grade H3, resolução 9). Cada hexágono conta na proporção da sua área coberta pelas isócronas.

Censo usado nos indicadores geográficos

A população por setor censitário vem do Censo 2010 até o indicador de 2021 e do Censo 2022 a partir do indicador de 2022. A troca de Censo cria uma quebra de série entre 2021 e 2022: parte da mudança nesses anos vem da nova contagem da população, e não de obras.

Faixas de renda

Até 2021 (Censo 2010), os recortes de renda usam a renda domiciliar per capita em salários mínimos: até ½, de ½ a 1, de 1 a 3 e acima de 3. O Censo 2022 não publica essa variável por setor; a partir de 2022 os recortes usam a renda do responsável pelo domicílio por morador, nas mesmas faixas. As duas séries não são comparáveis e por isso têm códigos diferentes (_RESP_ a partir de 2022).

Pessoas negras e mulheres negras

Seguindo o IBGE, pessoas negras são as que se declaram de cor ou raça preta ou parda. Mulheres negras são as mulheres pretas e pardas.

Dados do DATASUS

Mortes e internações vêm dos sistemas do Ministério da Saúde (SIM e SIH/DATASUS) e contam o município de ocorrência, não o de residência. Cidades com hospitais de referência ou rodovias movimentadas concentram casos de pessoas de fora. Os dados têm subnotificação e erros de codificação da causa, que variam entre cidades.